< Voltar

Indique a um amigo 

Utilizado desde tempos imemoráveis como ingredientes culinário e com tão grande importância na história e economia de Portugal, é fácil perceber a grande preponderância que o azeite assume na gastronomia. O povo de Portugal diz: "A melhor cozinheira é a azeiteira" e os livros com recolhas de receitas tradicionais portuguesas comprovam-no - é difícil encontrar uma receita onde o azeite não meta a colherada.
O Azeite foi atualmente "redescoberto", tendo-se convertido num dos pilares da cozinha moderna e saudável. O seu consumo não se confina às regiões produtoras, e espalha-se hoje por países tão distantes como o Japão ou a Austrália.
O Azeite dá sabor, aroma e cor, integra os alimentos, personaliza e identifica um prato.

O Azeite suporta muito bem temperaturas elevadas: a sua temperatura "crítica" é de 210º a 220ºC, o que permite todas as formas de cozinhar.
As virtudes nutritivas, digestivas e gustativas do Azeite exaltam-se melhor, evidentemente, em cru. Utilizado também em cozinhados, como ingrediente, bem quente, como meio de cozedura, ou a frio, como agente conservador (de enchidos e queijos), não conhecendo limites nos doces ou salgados.
Dentro da ampla gama de Azeites hoje disponíveis no mercado, você deverá eleger o Azeite em função da sua utilização culinária. Com a prática, e dependendo de seu gosto pessoal, poderá aprender a selecionar um Azeite pelas suas características sensoriais ou pelo seu local de origem, sem que isto implique que um seja melhor que outro.
O fundamental é escolher um azeite de qualidade. Todavia, para os gastrônomos mais apurados, não basta ser bom - é preciso aprender a fazer as combinações certas. Há quem defenda que os azeites virgens, leves e de sabores delicados, vão bem nas saladas, na doçaria e peixe grelhado. Já os mais aromáticos e de sabor mais acentuado estariam mais indicados para a preparação de escabeches, caldeiradas e até para o célebre Bacalhau.
O certo é que nestas questões do gosto não existem regras, devendo cada um fazer as suas experiências para descobrir o que mais lhe agrada.
De uma coisa podemos estar seguros: não há azeite, mas sim azeites, e é nessa multiplicidade de aromas e sabores que reside também grande parte da sua riqueza e encanto.
Ao comprar o azeite, a sua escolha deverá ser feita de acordo com a utilização que lhe vai dar. Do mesmo modo que se escolhe um vinho para cada prato, também o azeite será diferente consoante o alimento e o cozinhado que vai preparar.
Consumo a cru, em temperos e doçaria: Os azeites ideais são os orgânicos (preferêncial) e extra virgem, com acidez menor que 1 %, de sabor suave.
Na preparação de molhos, como maionese ou vinagrete: Os azeites virgem, com acidez menor ou igual a 2% são uma boa escolha.
Escabeches, açordas, pratos de bacalhau e caldeiradas: São ótimos os azeites virgem, mais frutados ou picantes, de acidez eventualmente mais alta, que intensificam o sabor dos alimentos.
Para fritar e em sopas: O azeite (azeite refinado, enriquecido com azeite virgem), de acidez igual ou menor que 1,5% é uma boa opção.