< Voltar

Indique a um amigo 

Desde sempre, que a oliveira e o azeite estão ligados a imensos mitos e lendas, à volta da origem e das virtudes do azeite, já patentes nas eras Egípcia, Grega e Romana.
Para os romanos, os lendários fundadores da cidade, Rómulo e Reno, terão nascido debaixo de uma oliveira, pelo que esta árvore se encontra associada à fundação de Roma.
Foi a pomba carregando um raminho de oliveira que assegurou a Noé a existência terra após o dilúvio. Foi a partir da oliveira que se fabricaram, igualmente, tronos de reis, arcas sagradas e relicários, ceptros e tantos outros objetos nobres e religiosos. Foi no Monte das Oliveiras que Jesus recebeu o beijo da traição e o seu corpo terá sido ungido pelo sagrado óleo pelas mãos de Maria Madalena. E acredita-se que a própria cruz de Cristo tenha sido feita em Madeira de oliveira e cedro. Jesus, depois de ter sido baptizado fez com que se acreditasse na materialização do Espírito Santo pela unção com azeite.
Para a doutrina cristã, o início e o fim da vida estão ligados ao azeite, através da benção e da extrema unção, chegando mesmo a acreditar-se que quem tenha sido benzido com azeite sofre uma espécie de divinização.
A origem da oliveira é explicada por uma lenda grega. Um dia dois deuses do Olimpo- Atena e Posídon - debatiam-se pelo controle de Atenas. Para resolver o conflito, o Tribunal dos Deuses, composto por 12 juizes, decidiu que o controle da cidade seria entregue a quem criasse a obra mais fantástica. Posídon pegou no seu tridente e batendo com ele numa rocha transformou- a em um magnífico cavalo-Pégaso. Atena por sua vez afugentou o cavalo e fez nscer uma árvore de porte médio e modesta aparência, mas carregada de frutos negros e luzidios que continham um precioso liquido que se parecia com ouro incandescente.
O tribunal decidiu a favor de Atena, tornando-a protectora da cidade, sendo a oliveira um símbolo de paz, prosperidade e da cidade de Atenas.
- Os Egípcios, não querendo ficar atrás dos Gregos, atribuíam a Ísis, poderosa deusa da revolução dos astros, a invenção do modo de extração do azeite.
A associação divina que os Gregos atribuíam ao azeite chegou ao exagero de só permitir que mulheres virgens e homens que tivessem efetuado juramento de castidade se pudessem encarregar dos trabalhos da cultura da oliveira e da produção do azeite.
A cultura desta árvore, para os romanos, deve-se a Minerva, deusa da paz e da sabedoria.
No Islão a oliveira é a árvore central, o eixo do mundo, símbolo do Homem universal, do Profeta, e está associada à Luz.
Para os Japoneses, a oliveira é a árvore da vitória, simbolizando a amabilidade e o sucesso nos estudos e nos empreendimentos civis e militares.
De acordo com uma lenda chinesa, a madeira de oliveira neutraliza alguns venenos e maus-olhados, o que lhe confere a qualidade de protectora.
- Sabe o que é um "atravessador"?
Um especulador - figura que apareceu nos séculos XVI e XVII, em anos de más colheitas, que comprava todo o azeite que podia durante a época, para o vender mais tarde por melhor preço.
- Ser lagareiro é uma profissão quase "missionária". Já no século XVI o mestre laga reiro estava absolutamente impedido de abandonar o lagar durante a época da safra e a porta do lagar deveria ter duas fechaduras: uma para o lagareiro e a segunda para o dono da azeitona que estava a ser moída na ocasião.
- O azeite foi também utilizado como um recurso da marinha. Quando o mar ficava, "com os azeites", os marinheiros despejavam um pouco de azeite sobre as águas, acreditando que desta forma poderiam aplacar as fúrias marítimas.
- A oliveira tem uma irmã brava, que cresce livremente pelas serras e às vezes até no meio de um olival. Conhece-se pelos frutos minúsculos e pelas folhas.
Tem o nome de "zambujeiro" ou "azambujeiro".
- No primeiro ano de vida a oliveira já dá flor, mas só vai dar azeitonas quando tiver cerca de 4 anos.
- Sabia que para se produzir um litro de azeite são necessários cerca de 6 quilos de azeitonas.
- Todas as azeitonas são negras se as deixarem amadurecer até ao fim.
- O grau de acidez pouco ou nada tem a ver com o cheiro e o sabor do azeite. A acidez tem a ver com a qualidade de ácidos gordos livres que o azeite possui e também com a variedade e o estado de maturação da azeitona quando é colhida.
- A cor do Azeite não está diretamente ligada ao seu sabor ou aroma. Um Azeite verde provem da prensagem de azeitonas ainda verdes enquanto que um Azeite dourado provem da prensagem de azeitonas maduras. Mas o Azeite é geralmente obtido a partir de uma mistura de variedades de azeitonas, com diferentes graus de maturação.
- Como produto natural que é o azeite, ao contrário do vinho, não melhora com o tempo, pelo que é melhor consumi-lo quanto mais cedo melhor.
- O rendimento do Azeite é maior do que o de outras gorduras vegetais, tanto em frio como em quente.
- O Azeite deve guardar-se em recipientes de vidro, de preferência escuros, ou em recipientes de folha de flandres ou de aço inox. Deve manter-se em local fresco, sem luz e longe de produtos com cheiros intensos para evitar que os absorva.
- Quando sujeito a temperaturas muito baixas o Azeite pode solidificar. Contudo, ele retomará o seu aspecto inicial quando volta à temperatura ambiente, não perdendo nenhuma  das suas características.
- “Árvore da Eternidade”, azeite de oliva ganha status medicinal e participa da moda na dieta mediterrânea.  O brasileiro médio já consome quase um litro por ano.
- O Sabonete Palmolive  chama-se assim porque tem Óleo de Palma e Óleo de Oliva.
Na Idade Média era símbolo do ouro e do amor.
São imensas as mistificações realizadas à volta do azeite e da oliveira, estando sempre associados a benefícios, espiritualidade, sagrada, paz, fecundidade, purificação, força, vitória e recompensa.  

- A pele na história. Na Antigüidade o banho e o cuidado da pele era produto de um elaborado ritual que ia muito além do que implica para nós, hoje, que tomamos banho para nos manter limpos e saudáveis. Os egípcios, os romanos e os gregos fizeram do banho uma arte de luxo. No Egito era comum as mulheres tomarem vários banhos, de quentes a frios durante o dia, seguidos de massagens faciais e corporais com óleos impregnados de essências aromáticas, que continham nozes, mirra, manjerona.
- Receitas de ungüentos do antigo Egito. E em tabletes de argila que datam de mais de 5000 anos, se dão receitas de beleza que sugerem misturar bílis de boi, ovos de avestruz, azeite de oliva, farinha, sal de mar, resina de plantas e leite fresco para eliminar as manchas. Outra receita para combater as rugas recomenda preparar uma pasta a base de leite, incenso, cera, azeite de oliva e esterco de gazela.
- Da Grécia a Roma. Se bem é verdade que as mulheres gregas incorporaram a seus rituais de beleza muitas das fórmulas egípcias, foram os romanos os que institucionalizaram o ritual do banho. Já no século II a.C. construíram enormes complexos de banho para homens, alguns dos quais ainda restam ruínas em Roma e outras cidades. Estes incluíam os banhos, jardins, quartos de exercícios, lojas, bibliotecas e salões de jantar: muito parecido com os spas e clubes de saúde dos dias de hoje.
- A beleza e as mulheres romanas. As mulheres romanas dispunham de facilidades parecidas, mas de menor tamanho, já que tinham a vantagem de que em suas próprias casas eram atendidas por escravos que eram uma espécie de especialistas em cosméticos. Depois do banho, estes escravos lhes faziam massagens no rosto e depois as maquiavam. Finalmente, passavam pelo pescoço e pelos ombros óleos aromáticos e lavavam seus corpos com água de rosas.
- O famoso "cold cream". Muitas pessoas acreditam que o chamado "cold cream" ou creme para o rosto é uma criação recente, mas estão enganadas. A criação do creme é atribuída ao famoso médico grego Galeno, que viveu lá pelo século II. Sua fórmula incluía três partes de óleo, uma parte de cera branca e botões de rosa: tudo misturado com a quantia necessária de água para dar-lhe uma consistência cremosa à mistura. Galeno, segundo os estudiosos, recomendava também o uso da lanolina, que era extraída da lã das ovelhas, e que ainda é muito usada como um suavizante hoje em dia na indústria cosmética.
- O banho e os europeus. Talvez por razões climatológicas, o banho não gozou entre os povos do norte de Europa da mesma popularidade que teve no império romano. Isto se atribui ao fato de que os europeus dessas regiões consideravam maligno expor a carne e também pelo rigor do clima. Mas como se sabe, isso contribuiu em grande parte à propagação das doenças na Europa, já que somente no século 19 se estabeleceu que tomar banho era essencial para prevenir doenças.
Hoje na maior parte dos países combina-se o ritual do banho com o cuidado da pele, e em muitos cremes dos que usamos continua-se utilizando alguns dos ingredientes empregados por antigas civilizações, mas submetidos a técnicas da nova tecnologia.

 

 

MITOS E LENDAS EM PORTUGAL

Cura do mau-olhado
"Azeite dourado
Nascente sem ser semeado
A virtude que Deus te deu
Tira o mal que a este deu"

Cura de Males Obscuros como o "bucho virado" e o "quebranto"
Preparação das benzeduras sermoneadas (o azeite era misturado com sal, água ou folha de oliveira).

Culto dos seis santos protetores da oliveira:
Nossa Senhora dos Olivais, Nossa Senhora das Candeias, São Lucas, São Simão, São Romão e Santa Luzia.

REALIZAÇÃO DE RITOS, BENZEDURAS E REZAS.
Ladaínha de Proteção em dias de tempestade:
"Santa Bárbara se levantou
Nossa Senhora encontrou
E esta lhe perguntou
Onde vais tu, Santa Bárbara?
Vou espalhar as trovoadas
Por onde não haja eira nem beira
Nem gadelinhos de lã
Nem raminhos de oliveira
Nem mulher com menino
Nem alma cristã."