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Denominação de Origem Protegida

"É um azeite equilibrado, com cheiro e sabor a fruto fresco, por vezes amendoado, e com uma sensação notável de doce, verde, amargo e picante."

O uso da denominação de Origem obriga a que os azeites sejam produzidos de acordo com as regras estipuladas no caderno de especificações, o qual inclui, designadamente, variedades de azeitona, condições de apanha e transporte para o lagar, condições de laboração e as características do produto final.
Só podem beneficiar do uso da DO os azeites que, cumprindo todas as condições estipuladas se apresentem no comércio devidamente acondicionados em embalagens de origem. A rotulagem deve cumprir com os requisitos da legislação específica dos azeites de Origem. Da embalagem deve constar a marca de certificação aposta pela respectiva entidade certificadora.
A área geográfica de produção está circunscrita aos concelhos de Mirandela, Vila Flor, Alfândega da Fé, Macedo de Cavaleiros Vila Nova de Foz Côa, Carrazeda de Ansiães e algumas freguesias dos concelhos de Valpaços, de Murça, de Moncorvo, do Mogadouro, de Vimioso e de Bragança.

Organismo privado de controlo e certificação: SATIVA DESENVOLVIMENTO RURAL LDA. 

AZEITE DE TRÁS-OS-MONTES- DOP

Trás-os-Montes é por excelência, terra de contrastes onde não falta história, tradição e beleza natural. Por trás do Marão, escondem-se tesouros por desvendar.
Nele, diz o olhar, todas as tonalidades e percursos, significam descobrir a generosa interioridade da região, que nos oferece um Azeite genuíno modelado de luz e volúpia, em que intensos sabores exaltam os sentidos.

O azeite tem excelentes características que permitem a sua qualificação como azeite virgem nos termos da Regulamentação Comunitária. As variedades de azeitona empregadas no seu fabrico são a Verdeal Transmontana, Madural, Cobrançosa e Cordovil.
A região de produção possui relevo atravessando por cursos de água de que resultam aspectos edafoclimáticos que influenciam as características do azeite. Azeite de baixa e muito baixa acidez, de cor amarela esverdeada, com cheiro e sabor a fruto fresco, por vezes amendoado e com uma sensação notável de doce, verde, amargo e picante. O solo do olival é mantido livre de infestante e as árvores são podadas de dois em dois anos ou sempre que as copas estejam excessivamente compactadas, de modo a não comprometer a capacidade produtiva do olival. São feitas correções do solo e adubações quando o estado de maturação se encontra entre 4 (epiderme negra e polpa verde) e 5 (epiderme negra e polpa violeta) e é feita manual ou mecanicamente. São separados os frutos colhidos dos que sofreram queda espontânea. Após a colheita, as azeitonas são enviadas imediatamente para o lagar, acondicionadas em caixas de plástico ou transportadas a granel, desde que devidamente protegidas. Após a recepção da azeitona, esta é desfolhada e lavada antes de ser entulhada e/ou laborada. A azeitona não fica mais que dois dias em tulhas para evitar aumentos de acidez e de defeitos sensoriais do azeite. A moenda é efetuada, de modo que as massas não fiquem muito finas nem muito grossas, para não dificultar a separação do azeite. A dimensão da malha do crivo é aumentada ao longo da campanha para evitar a formação de emulsões devidas ao amadurecimento da azeitona. A massa moída sofre uma termobatedura a uma temperatura inferior a 30- 32ºC, durante um período de tempo de 55 min. para os sistemas contínuos e de 30 min. para os sistemas contínuos e de 30 min. para os sistemas clássicos. A massa está bem batida se as ultimas pás de batedora apresentarem azeite a sobrenadar. A água que se introduz na batedora não deve ter temperatura superior a 40º C e os peneiros (tamises) são limpos diariamente para evitar a passagem de sólidos para as centrífugas (verticais). A centrífuga para separar as águas ruças do azeite é lavada periodicamente (de hora a hora) para evitar perdas de azeite. Na centrífuga do azeite, a água de adição não deve ter temperatura superior a 35º C, para evitar saia com cor demasiado escura. Todas as instalações são mantidas em perfeitas condições de higiene.
O consumo de azeite em Trás-os-Montes remonta á antiguidade. A plantação de olivais em Mirandela deve datar da primeira metade do século XVI pois em 1609 relatava-se que os olivais erma modernos. A pro-dução de azeite no concelho de Mirandela era em 1886 de cerca de 457 pipas de 625 litros. A produção em 1894 foi de 776 quilometros e em 1896 existiam na vila de Mirandela 12 lagares de azeite. Em 1903 um azeite desta região ganhou a medalha de prata na Exposição Agrícola. Em 1908 referem-se quais as variedades predominantes nos olivais e em 1942, num estudo que tinha por base a boa tradição oléicola, foi indidualizada a região do Nordeste Transmontano.
O azeite é utilizado quer em cru, como tempero, bacalhau e outros peixes, quer como ingredientes base em receitas de culinária transmontana (bolas e folares, bolos, filhoses e carnes, nomeadamente, no cabrito assado(, sendo ainda usual o seu emprego na doçaria tradicional.
A produção anual é cerca de 8 000 000 litros.
Produzido na área geográfica constante do Despacho nº 34/94 de 03.02. O estatuto de Organismo Privado de Controlo e Certificação foi reconhecido à SATIVA DESENVOLVIMENTO RURAL LDA.
Registrada e protegida a Denominação de Origem pelo Regulamento (CE) nº 1107/96, de 12 de Junho.

Azeite genuíno de Trás-os-Montes, saboreá-lo é um privilégio.
Conhecê-lo, uma arte.

Azeite Certificado

Os nossos Azeites provêm de Olivais plantados em terras de xisto, que são característica da região de Trás-os-Montes. As condições geográficas e climatéricas excepcionais, permitem a variedade de azeitonas de excelente qualidade que colhida no seu correto estado de maturação, selecionada e limpa, segundo métodos tradicionais, fazem o azeite genuíno.

De pressão a frio, com baixa acidez e cor dourada, este precioso líquido apresenta um sabor de fruto fresco, muito agradável. Estas características conferem-lhe o caráter de produto de alta qualidade como se pode verificar na marca (selo de certificação) do Azeite genuíno com denominação de origem protegida "D.O.P. Trás-os-Montes".

E sta marca sobre a forma de selo que colado na embalagem do produtor prova a conformidade do seu modo de produção e transformação, garantindo ao consumidor a origem do produto, o respeito e controle de todas as normas de produção e transformação previstas na lei em vigor (Desp. Norm. 293/93). É assim respeitada a genuinidade do Azeite Português, bem como reconhecido e defendido o esforço dos produtores de Trás-os-Montes e Alto Douro no apuro de Azeite de elevado padrão de qualidade.